Alexandre Pais

Últimas histórias

Marcelo, o professor incómodo

A rapariga, na ingenuidade dos 16 anos, foi assistir a uma sessão do Parlamento e sentiu-se chocada ao descobrir que havia deputados que estavam mais interessados nos vídeos de situações caricatas e nas fotos de “mulheres avantajadas”, por certo pouco vestidas, que viam nos seus computadores, do que nos trabalhos do plenário. A mãe da adolescente protestou, em carta à presidente da AR, e Marcelo...

Um cartoon ameaçador no rescaldo do 25 de Novembro

Há 39 anos, os dias seguintes ao 25 de Novembro expuseram as divisões que se cavaram na sociedade portuguesa. Como sucedera em Abril de 1974, e também na RTP, o controlo da Emissora Nacional, onde eu trabalhava, havia sido um dos objectivos dos revoltosos. Mas enquanto no Lumiar, um futuro assessor de comunicação do primeiro-ministro (!) – em Portugal o crime sempre compensa – ocupava os estúdios...

José Mourinho Félix e o Belenenses

Agora que o Belenenses tem uma direção um bocadinho mais prafrentex, seria bom que o clube se lembrasse de prestar a devida homenagem a José Mourinho Félix, ou simplesmente a Mourinho, como era conhecido enquanto jogador. É que a impressionante carreira do filho não pode fazer esquecer os méritos do pai, que serviu o Belenenses como jogador, ao longo de seis épocas, de 1968 a 1974, como treinador...

Benfica: sistema é o dela lá dentro

Percebo menos de futebol do que Jorge Jesus e, como qualquer humilde adepto, muito menos do que José António Saraiva. E se o diretor do “Sol” revelou precisamente aqui, no seu último texto, que não concorda com o sistema de jogo do Benfica e que já colocou o problema por diversas vezes a Jesus, sem grande resultado, que direi eu que só estive com o técnico do Benfica numa ocasião, sem que ele me...

O sábado terrível que nos matou

“Palavras para quê? Somos portugueses e estamos a conquistar outra vez os mundos… Forte abraço desde aqui, volto em breve…” – mensagem de André Romeiras, em email para a redacção, na véspera do acidente Fui workaholic e obstinado, fiz viagens a Marte, tenho ascendência provinciana, uma costela espartana e algumas manias. A luta pela sobrevivência tornou-me amargo e desconfiado nas...

O improviso, a violação e o interesse público

A “bomba” da detenção de Sócrates depressa se tornou em onda de choque que atingiu os repórteres, obrigados a “cavar” os desenvolvimentos. Foi assim que ouvimos falar em carros “descaracterizados” – como se houvesse o hábito de utilizar viaturas “caracterizadas” nessas operações – e outros dislates, que foram do arguido a “consultar os volumes do processo” até “ao mínimo de três meses” atribuído...

A tripla condenação de Sócrates

O modo como se deu a detenção de José Sócrates constituiu uma primeira condenação. Mesmo que não venha sequer a ser acusado, da fama de criminoso já o ex-primeiro-ministro não se livra. As habituais fugas de informação e o julgamento na praça pública, iniciado logo na madrugada de sábado, de um homem que semeou ventos e suscitou ódios não deixam margem de manobra: politicamente, se estava ferido...

A ver o Benfica e a voltar ao Aurora

Nunca mais. Escrevo esta crónica do contra num momento delicado da vida nacional. Não sei se está a ver a filosofia da coisa, leitor, se calhar não. Como se não bastassem todas as desgraças que se abatem sobre o nosso quotidiano, está a jogar o Real Madrid e eu aqui à escrita, com um olho no computador e o outro na TV, para o que me havia de dar. Para a próxima, estarei mais atento à agenda. Se...

65.º aniversário do Record: uma data marcada

Pelo 12.º ano consecutivo, escrevo no número de aniversário de Record. É bom sinal, embora não seja hoje, não seja em boa verdade desde 2006, um exercício de felicidade. Há precisamente oito anos, esta edição ficou marcada por uma tragédia que nos perseguirá para sempre: o desaparecimento, na Patagónia, num brutal acidente de aviação, dos meus jovens camaradas César de Oliveira e André Romeiras...

A televisão dos prejuízos

A RTP é hoje o terceiro canal de TV em sinal aberto, o que equivale a dizer que é o último. Deve-o aos condicionalismos do serviço público – ainda que o serviço público que presta tenha dias e tenha programas… – e a alguma falta de talento, decorrente da saída de muitos profissionais qualificados, uma sangria imparável de há anos a esta parte. E a qualidade só não desceu mais porque grande...

Alexandre Pais

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