Alexandre Pais

Últimas histórias

O meu inesquecível jantar com a mulher do "Rei"

Terminava o Verão de 1989 quando Roberto Carlos voltou a Lisboa. Eu tinha perdido o seu concerto de 1981, no Estádio de Alvalade, e não faltei ao encontro no Casino Estoril, até porque fui distinguido com um privilégio único: jantar, numa mesa junto ao palco, com a mulher do Rei, a belíssima Myrian Rios, e com o colunista social brasileiro Walter Magalhães, amigo da actriz que levava então dez...

Uma greve que é um beco sem saída

Escrevo a uma segunda-feira e não é crível que os pilotos da TAP suspendam, antes do final, a greve de 10 dias – e podia ser de um mês porque o seu sindicato é rico e paga-lhes as férias extra. O tom deste primeiro parágrafo não engana. Sigo, contrariado embora, os 99 por cento de portugueses que estão contra a paralisação. Explico: quando as maiorias são esmagadoras, apetece-me procurar as...

A cena macaca foi de Lotopegui

Em mais de 12 anos de crónicas neste jornal, enganei-me muitas vezes e, sempre que achei que valia a pena, emendei a mão. Tenho, por isso, que voltar ao meu “Canto direto” de há duas semanas, em que elogiei, acredito que merecidamente, Julen Lotopegui – sim, Lotopegui, agora também me apetece trocar-lhe o nome. Não quero alterar o sentido desse texto, escrevi, aliás, que o manteria mesmo que as...

Viajar de bicicleta (e de helicóptero) pela TV

Razão tinha Jorge Luís Borges quando dizia, há mais de 30 anos, que não lhe interessavam os telejornais porque não queria saber das pequenas desgraças do quotidiano. Explicava o escritor argentino que se acontecesse algo verdadeiramente importante alguém lhe daria a novidade. Como jornalista, “consumo” todas as notícias, mas a televisão é também divertimento e oferece-nos momentos de “libertação”...

Há sempre alguém que julga poder mandar nos jornalistas

“Para plantar, há escolhas; para colher, apenas o que plantaste” – provérbio oriental Ao longo de uma carreira de meio século foram inúmeras as situações em que, como director ou simples repórter, me senti condicionado – e desde logo porque venho ainda (ai, ai…) dos tempos da Censura. Não sinto hoje a nostalgia do trabalho diário ou da pressão dos resultados, o que me faz falta é uma...

Visto prévio na comunicação social: uma ideia saída dos vapores do éter

Deve ter nascido do vinho a peregrina ideia de tentar substituir as direcções editoriais por tutelas de aprovação prévia do acompanhamento jornalístico dos futuros actos eleitorais. Felizmente que filhos e netos dos gargantas fundas que fizeram, no passado, o êxito de jornais como o Tal&Qual ou O Independente, herdaram os talentos do serviço público e as misérias da delação, pelo que hoje...

Vendas em banca continuam em queda no início de 2015

APCT jan/fev 2015 Vendas em banca dos semanários: Expresso 72247 (sobe 2% em relação a jan/fev 2014), Sábado 25258 (cai 15%), Visão 23242 (cai 13%), Sol  12513 (sobe 9%). Diários: CM 103001 (cai 6%), JN 48059 (cai 11%), Record 38187 (cai 8%), O Jogo 14926 (cai 8%), Público 14787 (cai 4%), DN 10433 (cai 13%), i 4148 (sobe 30%), DE 3224 (sobe 3%), Negócios 1731 (cai 15%). A Bola continua a recusar...

Do trauma superado pelo FC Porto ao exílio de Fabiano

Exilados. Interrompi uma tarde perfeita por causa do clássico. Via o superfechado Arsenal-Chelsea e ouvia o sempre excelente Luís Norton de Matos, enquanto mergulhava na leitura de “Os exilados não esquecem nada mas falam pouco”, um notável ensaio de Manuel Pedroso Marques, que o autor define como “uma reflexão esboçada sobre memórias vividas, lidas, testemunhadas”. Uma obra densa, profunda e...

A coragem de Cuca Roseta

Ao contrário do que os saudosistas apregoam, temos hoje fadistas de qualidade. O que me dá ideia, a mim que gosto de fado, é que alguns desses intérpretes, ainda jovens, “encalharam” numa espécie de limbo artístico, tão longe do céu da arte intelectual, que não os suporta, como do inferno da música comercial, que parece envergonhá-los. Surpreendeu-me, assim, a coragem de Cuca Roseta ao expor-se...

As fotos que irritaram a tropa

Em Agosto de 1988, a capa de uma revista chocou as sensibilidades castrenses da Nação: um modelo feminino sem roupa surgia, desfardado e com material de guerra verdadeiro, à porta de unidades militares de Sintra, Beirolas e Lisboa. Expresso, Tal&Qual e O Diabo, entre outros, deram conta da indignação de altas esferas da tropa e a Élan, a publicação em causa, recebeu telefonemas anónimos...

Alexandre Pais

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