Recordo-me de uma época, há uns bons 50 e tal anos, em que o Vitória de Setúbal desceu à segunda divisão e, para irritação minha, ganhou ao Belenenses os dois jogos, no Bonfim e no Restelo. É uma sina. Quando subimos, em 2012/13, iniciámos o campeonato goleados pelo Benfica B, algo idêntico ao que aconteceu agora: afastámos o Gotemburgo e o Altach do acesso à Liga Europa e fomos à Luz fazer de...
Rui Vitória não faz milagres
André André: o filho do homem duro como a rocha
António André não era mau como as cobras, deixava esse papel ao Paulinho Santos, mas era duro como a rocha. Talvez por isso, juntou ao apelido André da família, o nome próprio André, em 1989, ao registar o filho em Vila do Conde, na esperança de que fosse rijo como o pai, mas com maior técnica futebolística e um pouco mais alto – o simplesmente André tinha só 1,71m e um centro de gravidade baixo...
Corte de 15% nas pensões em pagamento até 2019
Agora que Passos e Portas recalibraram a abordagem à celerada redução na despesa da Segurança Social, jurando, um e outro, que não mais serão atingidas as pensões a pagamento – onde irão então buscar os 600 milhões de euros do seu compromisso com Bruxelas? – a intenção do PS de rejeitar os cortes perdeu fulgor. Embora todos saibamos o que valem as promessas eleitorais e a pressão a que o novo...
O meu amigo Manuel Monteiro
Ao contrário do que sugere o título, não conheço Nel Monteiro e, por certo, um dia assim morreremos os dois. Interrogo-me até, e comigo milhares de telespetadores, o que terá passado pelas cabeças dos “convidados” de Bruno Nogueira para se prestarem aos ridículos papéis que tanto nos divertem em “Som de cristal”, na SIC. Mas a resposta encontra-se depressa: a montra televisiva é essencial para...
Tomás Taveira: um homem culto e brilhante, uma personalidade única
A propósito do texto que André Rito assinou na Sábado, há duas semanas, sobre os 30 anos das Amoreiras e sobre o seu criador, Tomás Taveira, li no blogue zpf, de José Paulo Fafe – – um belo texto com um perfil do arquitecto, escrito por quem com ele conviveu de perto. E recordei então o final da década de 80 e o início da de 90, as memoráveis festas do Bananas e os muitos eventos em que privei...
Recordando um artigo de António Bagão Félix sobre as pensões (in Público, com a devida vénia)
OPINIÃO Falácias e mentiras sobre pensões ANTÓNIO BAGÃO FÉLIX 13/01/2014 – 02:36 Segurança Social Escreveu Jean Cocteau: “Uma garrafa de vinho meio vazia está meio cheia. Mas uma meia mentira nunca será uma meia verdade”. Veio-me à memória esta frase a propósito das meias mentiras e falácias que o tema pensões alimenta. Eis (apenas) algumas: 1. “As pensões e salários pagos pelo Estado...
O Mundo é de Cristiano Ronaldo
Quando Cristiano Ronaldo não marca ou o faz a um ritmo que pareça uma ameaça para os 50 ou 60 golos que obtém todas as épocas, logo se instala, na cabeça dos comentadores, uma crise idêntica à que temos em Portugal quando fica muito tempo sem chover: chamam-lhe seca. E tal como as nossas albufeiras, que registam ainda, no conjunto, 60% de água, nem o facto de Cristiano seguir com um bom nível...
Vitória de António Costa foi de Pirro
Aguardei o “debate decisivo” com expectativa. Temas duros, como o aumento da pobreza, o acolhimento dos refugiados – cuja quota já vai em 5 mil, suspeitando-se que venha a subir bem mais – ou o desinvestimento na saúde, com o criminoso colapso dos cuidados continuados, não deixariam, julgava, de ser abordados. Mas Passos e Costa desiludiram-me, insistindo no passado e acusando-se mutuamente, num...
A propósito do nu de Joana Amaral Dias
No início de 1992, quando convidei o prestigiadíssimo António Homem Cardoso, para fotografar, para a Tomorrow, a manequim e modelo Fátima Raposo, grávida de sete meses, julgava que já não havia em Portugal tantos preconceitos estúpidos. Afinal, no Verão de 1991, dera brado a Vanity Fair, com Demi Moore, e logo a seguir, no Brasil, Luma de Oliveira fizera a capa da Manchete com a sua gravidez...
“Som de cristal” ou a arte de divertir
Vivo entre dois mundos: o que não pode dispensar o humor – nada supera uma boa gargalhada – e aquele que não suporta a piadola vulgar, forçada e de mau gosto. Faço, assim, por ignorar os contadores de anedotas que por aí pululam e que, julgando ter graça, ganham uns trocados “amandando” bojardas. Coisa diferente é a utilização cáustica da palavra – como denúncia, desafio e provocação. E, claro...
