Alexandre Pais

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O'Sullivan, Federer, Nadal, Venus, Bjørndalen… a velharia ativa

No passado fim de semana, Ronnie O’Sullivan ganhou, aos 41 anos, o Masters de snooker de 2017, o sétimo em 12 finais desde 1995, no que se pode considerar como um regresso do ex-número 1 e pentacampeão mundial aos seus melhores tempos. Algo que ao longo dos últimos 15 dias fizeram Roger Federer, de 35 anos, e Rafael Nadal, de 30, que voltam a disputar no domingo uma final do Grand Slam, a...

Habitantes das nuvens em congresso

Não têm fontes, nem uma simples agenda de contactos, não assumem responsabilidades, não sabem rever um texto ou escrever um lead, não trazem notícias – que lhes passam à frente sem darem por elas – e nunca deram uma manchete. São maus na reportagem, boçais nas entrevistas, analfabetos em números, péssimos em relações sociais, ignorantes da realidade. Criados na escola da dependência e da...

Madeira Rodrigues não tem condições

Vi há dias num desses painéis dedicados ao futebol, que se espalham hoje por quase todos os canais da nossa TV, uma espécie de entrevista ao (até agora) único rival de Bruno de Carvalho nas eleições para presidente dos leões. Creio que Madeira Rodrigues prestou um bom serviço ao seu clube e aos seus eventuais eleitores ao revelar de forma tão crua o que eu, digo-o sinceramente, ainda não tinha...

Roger Federer voltou aos seus melhores tempos

Vemos o mítico Rod Laver, sentado na primeira fila do pavilhão com o seu nome, onde decorrem as principais confrontos do Open da Austrália, e lamentamos não ter podido seguir o campeão na sua década de ouro, a de 60. Porque para um adepto não é a mesma coisa ter visto ou não ter visto jogar aquele que é considerado, a par de Roger Federer, o maior tenista da história. Daí que se deva aproveitar a...

Nel Monteiro, o herói discreto

Num mercado em que os artistas têm de se dedicar a outras atividades para pagarem as contas da água e da luz, é bom ver que qualidade de entretenimento não falta entre nós – o que faltam são oportunidades. Foi dentro desse espírito que encarei a ideia de Manuel Luís Goucha imitar Rosinha e de Cristina Ferreira se tentar meter na pele de Nel Monteiro, na última edição de “A tua cara não me é...

Cavaleiro Andante: um passe de magia há 65 anos

Passaram 65 anos sobre aquele dia 5 de janeiro de 1952 em que o meu pai apareceu em casa com o n.º 1 de uma nova publicação para jovens: o Cavaleiro Andante. Apesar de eu ainda estar a começar a juntar as letras, ele comprou e encadernou as revistas seguintes, de que pude desfrutar mal aprendi a ler. E o entusiasmo foi tanto que passei boa parte da minha infância, e depois da adolescência, já na...

Bruno de Carvalho expôs os jogadores à turba

E de degrau em degrau, o Sporting prossegue a sua descida aos infernos. A eliminação da Taça é apenas a sequência lógica da instabilidade permanente que Bruno de Carvalho acabou por transmitir à equipa. Depois de um período inicial em que reduziu o passivo, arrumou a casa e voltou a pôr Alvalade no mapa, a agressividade do presidente, sem pausas e investindo contra tudo e contra todos, contaminou...

Rui Vitória: um homem sábio

Meses atrás, dediquei aqui uma crónica ao excesso de entusiasmo dos sportinguistas, que rapidamente se transformou em simples esperança e deu depois naquilo que vemos hoje: uma desilusão profunda. Porque os desafios não se ganham com o prestígio das camisolas, mas antes com realismo, tranquilidade, engenho e trabalho – e ganham-se, especialmente, com os jogadores. É a essa postura que Rui Vitória...

Errar é moderno na era pós-gramática

Há três erros a fazer escola nas palavras que ouvimos nas televisões. O primeiro, cometido até por oradores mais cultos, é o “acelArar”, que ao contrário de acelerar não vem do latim accelerare, mania maçadora de gente antiga. Não faltará, por isso, quem apareça com modernas justificações para a vitória da fonética sobre a gramática – reforçando, pois, a era pós-gramática. Outro erro comum, ainda...

Um tiro que me saiu pela culatra

Gostava de conhecer os critérios pelos quais se rege um realizador quando mostra algumas imagens de agentes desportivos desavindos, durante ou no final de um jogo, e esconde outras não menos relevantes, nem menos lamentáveis. O que se passa num recinto desportivo, ou se exibe dentro dos limites do decoro ou se esconde quando esses limites são ultrapassados. O que não faz sentido é não haver...

Alexandre Pais

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