Explicava a experta ao casadoiro revoltado com a rejeição, que o ‘excesso’ de líbido não obriga a uma relação sexual, pois existem “alternativas unipessoais” para o ‘problema’. “É o que eu faço, minha senhora!”, responde António, cromo veterano no ativo, em abordagem crua à filosofia da coisa.
A SIC compreendeu, enfim, que desistir do formalismo original de ‘Casados à primeira vista’ – que na realidade nunca seguiu por falta daquilo com que se compram os melões – lhe daria mais espetadores, discutindo a primazia da boçalidade com os ‘Big Brothers’ da vida. E prepara-se para ‘colar’ sucessivas séries de ‘Casados’, também nisso imitando a TVI e usando as mesmas armas na luta pelas audiências.
A verdade é que o programa de Diana Chaves e dos três deprimidos ‘especialistas’ ficava fora do ‘top 10’ dos mais vistos do dia e hoje chega a ser quarto ou quinto, batendo até por vezes o couraçado ‘O preço certo’, da RTP. Mas confesso que o que mais me diverte é ver Júlia Pinheiro pagar o preço, ao ter de ‘entrevistar,’ nas suas outrora felizes tardes, aquela resma de protagonistas de macacadas sem fim.
Antena paranoica, 6junho26, CM e cm.pt
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