Alexandre Pais

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Roger Federer voltou aos seus melhores tempos

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Vemos o mítico Rod Laver, sentado na primeira fila do pavilhão com o seu nome, onde decorrem as principais confrontos do Open da Austrália, e lamentamos não ter podido seguir o campeão na sua década de ouro, a de 60. Porque para um adepto não é a mesma coisa ter visto ou não ter visto jogar aquele que é considerado, a par de Roger Federer, o maior tenista da história. Daí que se deva aproveitar a...

Nel Monteiro, o herói discreto

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Num mercado em que os artistas têm de se dedicar a outras atividades para pagarem as contas da água e da luz, é bom ver que qualidade de entretenimento não falta entre nós – o que faltam são oportunidades. Foi dentro desse espírito que encarei a ideia de Manuel Luís Goucha imitar Rosinha e de Cristina Ferreira se tentar meter na pele de Nel Monteiro, na última edição de “A tua cara não me é...

Cavaleiro Andante: um passe de magia há 65 anos

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Passaram 65 anos sobre aquele dia 5 de janeiro de 1952 em que o meu pai apareceu em casa com o n.º 1 de uma nova publicação para jovens: o Cavaleiro Andante. Apesar de eu ainda estar a começar a juntar as letras, ele comprou e encadernou as revistas seguintes, de que pude desfrutar mal aprendi a ler. E o entusiasmo foi tanto que passei boa parte da minha infância, e depois da adolescência, já na...

Bruno de Carvalho expôs os jogadores à turba

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E de degrau em degrau, o Sporting prossegue a sua descida aos infernos. A eliminação da Taça é apenas a sequência lógica da instabilidade permanente que Bruno de Carvalho acabou por transmitir à equipa. Depois de um período inicial em que reduziu o passivo, arrumou a casa e voltou a pôr Alvalade no mapa, a agressividade do presidente, sem pausas e investindo contra tudo e contra todos, contaminou...

Rui Vitória: um homem sábio

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Meses atrás, dediquei aqui uma crónica ao excesso de entusiasmo dos sportinguistas, que rapidamente se transformou em simples esperança e deu depois naquilo que vemos hoje: uma desilusão profunda. Porque os desafios não se ganham com o prestígio das camisolas, mas antes com realismo, tranquilidade, engenho e trabalho – e ganham-se, especialmente, com os jogadores. É a essa postura que Rui Vitória...

Errar é moderno na era pós-gramática

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Há três erros a fazer escola nas palavras que ouvimos nas televisões. O primeiro, cometido até por oradores mais cultos, é o “acelArar”, que ao contrário de acelerar não vem do latim accelerare, mania maçadora de gente antiga. Não faltará, por isso, quem apareça com modernas justificações para a vitória da fonética sobre a gramática – reforçando, pois, a era pós-gramática. Outro erro comum, ainda...

Um tiro que me saiu pela culatra

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Gostava de conhecer os critérios pelos quais se rege um realizador quando mostra algumas imagens de agentes desportivos desavindos, durante ou no final de um jogo, e esconde outras não menos relevantes, nem menos lamentáveis. O que se passa num recinto desportivo, ou se exibe dentro dos limites do decoro ou se esconde quando esses limites são ultrapassados. O que não faz sentido é não haver...

Partiu o grande amante do novo

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Por algum motivo, os duros confrontos mediáticos de Mário Soares com Freitas do Amaral, na campanha para as presidenciais de 1986, e com Basílio Horta, para as de 1991, deram lugar à amizade, e da direita à esquerda se ouvem, na hora do desaparecimento do antigo Presidente, elogios rasgados ou comedidos, sinceros ou forçados. Goste-se ou não, Soares foi uma figura ímpar, um homem que tinha o dom...

Obrigado, Mário Soares

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Segui com entusiasmo o percurso de Mário Soares, do exílio em S. Tomé, em 1968, até à derrota nas presidenciais de 2006, que constituiu mais um serviço ao País, pois a sua candidatura travou a provável vitória do oportunismo de Manuel Alegre. Curiosamente, o mesmo Manuel Alegre que impediria, em 2011, o eventual sucesso do aventureirismo de Fernando Nobre. Na hora da despedida, Soares – que com...

Perguntem ao Coroado

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Sporting e FC Porto, cada vez mais afastados do líder Benfica – são já 8 e 6 pontos, respetivamente –, assestaram em definitivo as baterias nos erros de arbitragem, tão velhos quanto o próprio futebol. E é justo reconhecer-lhes o direito à revolta, pelo muito que têm sido prejudicados por árbitros canhestros, destacados para dirigir desafios para os quais não dispõem de capacidade técnica...

Alexandre Pais

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