Vemos o mítico Rod Laver, sentado na primeira fila do pavilhão com o seu nome, onde decorrem as principais confrontos do Open da Austrália, e lamentamos não ter podido seguir o campeão na sua década de ouro, a de 60. Porque para um adepto não é a mesma coisa ter visto ou não ter visto jogar aquele que é considerado, a par de Roger Federer, o maior tenista da história. Daí que se deva aproveitar a...
Nel Monteiro, o herói discreto
Num mercado em que os artistas têm de se dedicar a outras atividades para pagarem as contas da água e da luz, é bom ver que qualidade de entretenimento não falta entre nós – o que faltam são oportunidades. Foi dentro desse espírito que encarei a ideia de Manuel Luís Goucha imitar Rosinha e de Cristina Ferreira se tentar meter na pele de Nel Monteiro, na última edição de “A tua cara não me é...
Cavaleiro Andante: um passe de magia há 65 anos
Passaram 65 anos sobre aquele dia 5 de janeiro de 1952 em que o meu pai apareceu em casa com o n.º 1 de uma nova publicação para jovens: o Cavaleiro Andante. Apesar de eu ainda estar a começar a juntar as letras, ele comprou e encadernou as revistas seguintes, de que pude desfrutar mal aprendi a ler. E o entusiasmo foi tanto que passei boa parte da minha infância, e depois da adolescência, já na...
Bruno de Carvalho expôs os jogadores à turba
E de degrau em degrau, o Sporting prossegue a sua descida aos infernos. A eliminação da Taça é apenas a sequência lógica da instabilidade permanente que Bruno de Carvalho acabou por transmitir à equipa. Depois de um período inicial em que reduziu o passivo, arrumou a casa e voltou a pôr Alvalade no mapa, a agressividade do presidente, sem pausas e investindo contra tudo e contra todos, contaminou...
Rui Vitória: um homem sábio
Meses atrás, dediquei aqui uma crónica ao excesso de entusiasmo dos sportinguistas, que rapidamente se transformou em simples esperança e deu depois naquilo que vemos hoje: uma desilusão profunda. Porque os desafios não se ganham com o prestígio das camisolas, mas antes com realismo, tranquilidade, engenho e trabalho – e ganham-se, especialmente, com os jogadores. É a essa postura que Rui Vitória...
Errar é moderno na era pós-gramática
Há três erros a fazer escola nas palavras que ouvimos nas televisões. O primeiro, cometido até por oradores mais cultos, é o “acelArar”, que ao contrário de acelerar não vem do latim accelerare, mania maçadora de gente antiga. Não faltará, por isso, quem apareça com modernas justificações para a vitória da fonética sobre a gramática – reforçando, pois, a era pós-gramática. Outro erro comum, ainda...
Um tiro que me saiu pela culatra
Gostava de conhecer os critérios pelos quais se rege um realizador quando mostra algumas imagens de agentes desportivos desavindos, durante ou no final de um jogo, e esconde outras não menos relevantes, nem menos lamentáveis. O que se passa num recinto desportivo, ou se exibe dentro dos limites do decoro ou se esconde quando esses limites são ultrapassados. O que não faz sentido é não haver...
Partiu o grande amante do novo
Por algum motivo, os duros confrontos mediáticos de Mário Soares com Freitas do Amaral, na campanha para as presidenciais de 1986, e com Basílio Horta, para as de 1991, deram lugar à amizade, e da direita à esquerda se ouvem, na hora do desaparecimento do antigo Presidente, elogios rasgados ou comedidos, sinceros ou forçados. Goste-se ou não, Soares foi uma figura ímpar, um homem que tinha o dom...
Obrigado, Mário Soares
Segui com entusiasmo o percurso de Mário Soares, do exílio em S. Tomé, em 1968, até à derrota nas presidenciais de 2006, que constituiu mais um serviço ao País, pois a sua candidatura travou a provável vitória do oportunismo de Manuel Alegre. Curiosamente, o mesmo Manuel Alegre que impediria, em 2011, o eventual sucesso do aventureirismo de Fernando Nobre. Na hora da despedida, Soares – que com...
Perguntem ao Coroado
Sporting e FC Porto, cada vez mais afastados do líder Benfica – são já 8 e 6 pontos, respetivamente –, assestaram em definitivo as baterias nos erros de arbitragem, tão velhos quanto o próprio futebol. E é justo reconhecer-lhes o direito à revolta, pelo muito que têm sido prejudicados por árbitros canhestros, destacados para dirigir desafios para os quais não dispõem de capacidade técnica...
