Alexandre Pais

AutorAlexandre Pais

Um simples adeus a Fernando Sousa

U

Trabalhei com Fernando Sousa em 1976, na RDP, era eu um jovem arrivista deslumbrado e ele um jornalista igualmente jovem mas com os pés mais assentes na terra. Eu preocupava-me com os jogos de poder interno da altura, na rádio, ele com os jornalistas suspensos – desde 25 de novembro de 1975 – que se juntavam à entrada das instalações da Sampaio e Pina. Hoje, sinto-me triste pelo seu...

As cabeças de cigarra ou a prioridade no online

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Há dias, um amigo que trabalha num título diário, fora do universo Cofina, deu-me conta dos receios pelo futuro do seu jornal, cujas vendas não param de descer. Confrontou o diretor, que o tranquilizou: “O papel já não interessa, agora a prioridade é toda para o audiovisual!” Grande cabeça tem a cigarra. Não estivesse já o meu amigo “queimado” com encerramentos de jornais...

Fernando Santos vai precisar de sorte

F

A nova realidade que o início de funções de Fernando Santos trouxe à Seleção impõe a necessidade de desfazer a dúvida instalada: queremos que a equipa nacional forme um grupo que consiga esbater vedetismos, evitar problemas e ultrapassar obstáculos ou pretendemos apenas juntar os melhores jogadores e esperar que ganhem? Queremos um coletivo unido e solidário ou uma associação de milionários...

"Há tarde": há tardes de pesadelo

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A RTP perdeu o “glamour” do passado nos programas de tudo e de coisa nenhuma que preenchem as tardes e as manhãs na TV. Desde que Sónia Araújo e Jorge Gabriel deixaram o “Praça da alegria” e este se foi, que o nível do conceito veio por aí abaixo. A última manifestação da pobre realidade é o “Há tarde”, um produto híbrido e sensaborão onde cabe o que for, e que é dominado por um tédio...

“Há tarde”: há tardes de pesadelo

&

A RTP perdeu o “glamour” do passado nos programas de tudo e de coisa nenhuma que preenchem as tardes e as manhãs na TV. Desde que Sónia Araújo e Jorge Gabriel deixaram o “Praça da alegria” e este se foi, que o nível do conceito veio por aí abaixo. A última manifestação da pobre realidade é o “Há tarde”, um produto híbrido e sensaborão onde cabe o que for, e que é dominado por um tédio...

Conselhos de mãe, no caso a mãe de António Costa

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Pedro Passos Coelho, confesso “homem remediado”, frequentador de supermercados e fã da praia da Manta Rota, não desiste da sua luta contra os reformados. E depois do discurso da rentrée, em que garantiu respeitar a decisão do Tribunal Constitucional que rejeitou a contribuição de sustentabilidade e o mandou estar quietinho com as pensões, volta agora à carga contra os do costume. No debate da...

A noite em que António Costa falhou

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Em Julho de 1975, mês anterior ao da chegada da televisão aos Açores, integrei o grupo de trabalho do Ministério da Comunicação Social que esteve no arquipélago para elaborar um relatório sobre a situação da informação. Uma situação caótica, já que os meios eram antiquados e os editores, desconfiados e conservadores, sentiam-se incomodados pelos perguntadores continentais. A nossa delegação foi...

José Pereira, o Magriço que não perdoa

J

“A meta é o esquecimento. Eu cheguei antes”. O pensamento, do escritor e poeta argentino Jorge Luís Borges, não podia ser mais claro: quem conseguiu algo de notável, nunca será esquecido Foi com Carlos Gomes, Costa Pereira, Vítor Damas e Vítor Baía um dos maiores guarda-redes portugueses. Mas só a chamada à Selecção Nacional, em 1965, quando ia a caminho dos 34 anos, o consagraria. Na década e...

A escolha de Fernando Santos no Portugal eterno

A

Ecoam os aplausos pela escolha de Fernando Santos para selecionador nacional e multiplicam-se os elogios à sua capacidade, personalidade e currículo. Quero unir-me ao coro que cobre o treinador de mimos: outras figuras do futebol, poucas é certo, teriam o seu perfil e a sua competência, mas melhor pessoa e melhor profissional não se encontraria. O pior é o resto. Junto-me também à meia-dúzia de...

Quanto ao PS estamos entendidos

Q

O último debate entre António José Seguro e António Costa não trouxe luz. Ambos insistiram em bater na tecla do que não nos interessa: a animosidade que sentem um pelo outro, com Seguro sempre incapaz de se conter. E no que é realmente importante as ideias expostas foram pouco claras e enredaram-se nos conceitos vagos que permitirão, amanhã, decidir num sentido ou no oposto. Valha a verdade que...

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