Alexandre Pais

AutorAlexandre Pais

A noite em que Julio Iglesias e Amália cantaram juntos

A

Em Agosto de 1988, Ray Charles, então “o único génio vivo”, segundo Sinatra, cantava no Casino Estoril, um mês depois de Julio Iglesias, de 45 anos e no auge da sua carreira, ter actuado no Salão Preto e Prata, ao qual regressaria, aliás, várias vezes. Na noite de estreia, com todas as mesas repletas, apesar do preço elevado do jantar para quem não fosse penetra, o cantor espanhol surpreendeu...

Cristina Ferreira: de diretora a "pin up"

C

Não era fã de Cristina Ferreira, do seu aparente deslumbramento, e achei sempre que ela só “funcionava” com  Manuel Luís Goucha ao lado. Mas a partir do dia em que li, no Facebook, uma resposta que deu, ou alguém deu por ela – com raríssimo “fair play” –, a uma anormal que a insultava, passei a apreciá-la com outros olhos. Num mercado tão pequeno que só fabrica vedetazinhas, entende-se o...

Cristina Ferreira: de diretora a “pin up”

C

Não era fã de Cristina Ferreira, do seu aparente deslumbramento, e achei sempre que ela só “funcionava” com  Manuel Luís Goucha ao lado. Mas a partir do dia em que li, no Facebook, uma resposta que deu, ou alguém deu por ela – com raríssimo “fair play” –, a uma anormal que a insultava, passei a apreciá-la com outros olhos. Num mercado tão pequeno que só fabrica vedetazinhas, entende-se o...

O meu inesquecível jantar com a mulher do "Rei"

O

Terminava o Verão de 1989 quando Roberto Carlos voltou a Lisboa. Eu tinha perdido o seu concerto de 1981, no Estádio de Alvalade, e não faltei ao encontro no Casino Estoril, até porque fui distinguido com um privilégio único: jantar, numa mesa junto ao palco, com a mulher do Rei, a belíssima Myrian Rios, e com o colunista social brasileiro Walter Magalhães, amigo da actriz que levava então dez...

O meu inesquecível jantar com a mulher do “Rei”

O

Terminava o Verão de 1989 quando Roberto Carlos voltou a Lisboa. Eu tinha perdido o seu concerto de 1981, no Estádio de Alvalade, e não faltei ao encontro no Casino Estoril, até porque fui distinguido com um privilégio único: jantar, numa mesa junto ao palco, com a mulher do Rei, a belíssima Myrian Rios, e com o colunista social brasileiro Walter Magalhães, amigo da actriz que levava então dez...

Uma greve que é um beco sem saída

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Escrevo a uma segunda-feira e não é crível que os pilotos da TAP suspendam, antes do final, a greve de 10 dias – e podia ser de um mês porque o seu sindicato é rico e paga-lhes as férias extra. O tom deste primeiro parágrafo não engana. Sigo, contrariado embora, os 99 por cento de portugueses que estão contra a paralisação. Explico: quando as maiorias são esmagadoras, apetece-me procurar as...

A cena macaca foi de Lotopegui

A

Em mais de 12 anos de crónicas neste jornal, enganei-me muitas vezes e, sempre que achei que valia a pena, emendei a mão. Tenho, por isso, que voltar ao meu “Canto direto” de há duas semanas, em que elogiei, acredito que merecidamente, Julen Lotopegui – sim, Lotopegui, agora também me apetece trocar-lhe o nome. Não quero alterar o sentido desse texto, escrevi, aliás, que o manteria mesmo que as...

Viajar de bicicleta (e de helicóptero) pela TV

V

Razão tinha Jorge Luís Borges quando dizia, há mais de 30 anos, que não lhe interessavam os telejornais porque não queria saber das pequenas desgraças do quotidiano. Explicava o escritor argentino que se acontecesse algo verdadeiramente importante alguém lhe daria a novidade. Como jornalista, “consumo” todas as notícias, mas a televisão é também divertimento e oferece-nos momentos de “libertação”...

Há sempre alguém que julga poder mandar nos jornalistas

H

“Para plantar, há escolhas; para colher, apenas o que plantaste” – provérbio oriental Ao longo de uma carreira de meio século foram inúmeras as situações em que, como director ou simples repórter, me senti condicionado – e desde logo porque venho ainda (ai, ai…) dos tempos da Censura. Não sinto hoje a nostalgia do trabalho diário ou da pressão dos resultados, o que me faz falta é uma...

Visto prévio na comunicação social: uma ideia saída dos vapores do éter

V

Deve ter nascido do vinho a peregrina ideia de tentar substituir as direcções editoriais por tutelas de aprovação prévia do acompanhamento jornalístico dos futuros actos eleitorais. Felizmente que filhos e netos dos gargantas fundas que fizeram, no passado, o êxito de jornais como o Tal&Qual ou O Independente, herdaram os talentos do serviço público e as misérias da delação, pelo que hoje...

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