Nunca fui um ás em reportagem e tive a sorte de dispor de outras capacidades para poder evitar a ‘grande maçada’ que é andar por aí, ao frio ou a transpirar em bica. Talvez por isso, admire tanto os repórteres que estão hoje nos canais de TV, enfrentando fogos, inundações, guerras e outras catástrofes, por vezes a troco de um salário modesto – afinal, é nas ruas que se começa a carreira.
Por estes dias, foquei-me mais no Mundial e nos ‘diretos’ que nos são servidos. E peço licença aos enviados-especiais da equipa de luxo cá da casa para apontar aqueles que, para mim e até agora, lideram o bravo pelotão dos média portugueses nas Américas: Cândido Costa e Miguel Belo, do Canal 11. Felizmente, quiseram os deuses da bola que continuem a distribuir jogo após a sofrida vitória de ontem.
À extraordinária empatia do Cândido une-se a sobriedade e a consistência do Miguel – não por acaso ‘filho’ do Record e da CMTV. Ambos vêm assinando reportagens de excelência, acompanhando tecnicamente a Seleção e em festa absoluta com os adeptos, aos quais se juntam numa simbiose perfeita.
Patamar de cima, chapeau!
Antena paranoica, Correio da Manhã e cm.pt em 4julho2026

