Alexandre Pais

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Euforia nervosa em Alvalade

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Diz-me o Record que os oito mil adeptos leoninos que se deslocaram a Alvalade no último sábado, para assistirem ao treino da equipa principal, criaram no estádio um clima de euforia. Euforia, mesmo euforia? Hum… Antes, há que sublinhar o mérito da iniciativa solidária, que permitiu à Fundação Sporting recolher mais de três mil brinquedos destinados a crianças desfavorecidas – cada pessoa...

José Mourinho, um coração de ouro

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Não chegou ao Natal. A expressão, que pertence desde que me lembro ao jargão do futebolês, atingiu, desta feita, o alvo improvável: José Mourinho. Mas ao contrário do que se julga, o treinador está na situação atual, a de despedido, porque foi tomado por um inesperado síndrome natalício e ficou com um coração de ouro. Em 2000, quando treinou o Benfica, depois em Leiria, e até em 2002, nos meses...

O papel de Luís Filipe Vieira na história do Benfica

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Com um passivo que se estima em cerca de 430 milhões de euros, o Benfica travou, enfim, a bola de neve que o ameaçava conduzir um dia à insolvência. Mas não se trata apenas da vitória da crua realidade dos números e muito menos da tomada de consciência que transportou o bom senso para Luz. O que se passa é simplesmente a preocupação de um homem com a forma como a história do Benfica virá a...

A espiral basca

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O que saltou à vista no confronto entre FC Porto e Paços de Ferreira foi a falta de confiança da turma da Invicta, que os falhanços do excelente Aboubakar ilustraram de forma concludente. E se a coisa vai andando é porque os resultados têm dado uma ajuda. Se, em Aveiro, foi Casillas quem defendeu o penálti e garantiu os 3 pontos, no sábado, outro penálti, esse a favor dos portistas, permitiu...

O osso do Benfica e a canja do Sporting

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Pensar que uma derrota como aquela que o Benfica sofreu em Alvalade – a terceira com os leões e o quarto clássico perdido em três meses e meio – representou apenas mais um insucesso que rapidamente se superará, é laborar num erro. Os encarnados vão precisar de tempo, porventura do tempo que não terão, para ultrapassar os efeitos psicológicos desse desaire. A jornada europeia foi exemplar na...

Rui Vitória: a difícil vida do perdedor

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Quando erradamente disse, na CMTV – nas Medalhas da Semana da Hora Record, na passada sexta-feira –, que Rafael Nadal era o único tenista de elite que ganhava nos confrontos individuais com Novak Djokovic, estava, afinal, a fazer uma previsão. Com a vitória de ontem do sérvio sobre Roger Federer, que coloca o marcador em 22-22 nos duelos entre ambos, resta, agora sim, ao número 1 mundial, anular...

Octávio Machado, o mestre da culinária

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Sou admirador de Lito Vidigal e da forma como monta as suas equipas. Gosto ainda que corra por fora do “sistema”, que não pertença a lóbis, nem alinhe em joguinhos. Estou assim totalmente à vontade para soltar uma boa gargalhada com a multa de 40 (!) euros que Lito terá de pagar pela entrada em campo no Arouca-Sporting, ficando ao que parece sem castigo o facto de ter “metido a mão” e provocado...

O jogo de cintura de Cristiano Ronaldo

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Confirmei “in loco”, há uma semana, no jogo do Real Madrid contra um dos últimos, o bruá que se ouve na televisão: ainda aninhado nos confins do quarto anel, o germe da contestação a Cristiano Ronaldo desenvolve-se no ovo, pronto a sair à luz do dia no Bernabéu. Aplaudido por meio estádio, é clara já a “metade do silêncio” pela qual ecoa um cavernal “uuuuuh!…” – marca de CR7 – sempre que o...

Otto Glória, o visionário que não devia ter voltado

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Após a recente triunfo (0-3) dos leões no terreno dos velhos rivais, o jornalista Vítor Almeida Gonçalves lembrou, no Record, que Jorge Jesus se tornou “no primeiro e único treinador do Sporting, desde Otto Glória, a ganhar no regresso ao Estádio da Luz depois de ter orientado o Benfica”. Isso aconteceu há 50 anos, a 17 de Outubro de 1965, num jogo que o clube de Alvalade venceu (2-4). Hoje, o...

Eu, adepto atrevido

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A título excecional, escrevi esta crónica na sexta-feira porque estava de partida, rumo ao Santiago Bernabéu, no cumprimento da última romaria do ano. Sim, fui ver o Real Madrid contra o Las Palmas, uma vez que a minha filha e a minha neta exigiam ver golos do Cristiano e, pelo sim, pelo não, talvez os canários fossem os mais lorpas – o leitor verá, nesta segunda-feira, se acertei ou se me cubro...

Alexandre Pais

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