Alexandre Pais

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A Seleção dos tarzões sem sorte

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Agora que o insuspeito e mui conceituado diário “i” o considerou como o “Guardiola dos comentadores”, acompanho a teoria de Carlos Daniel – que ontem, na RTP, classificou de “anárquica” a tática da Seleção no jogo com os austríacos. Isso permite que este modesto Karadas da escrevinhadura futeboleira, que sou, se contenha ao ponto de não ter de jurar que não deu por tática alguma. Ou, como sei que...

Não chegámos prà Islândia… nem prò Butão!

N

Tenho um amigo que vive à frente do tempo: ele sabe sempre o que fazer para resolver um problema antes de a questão se colocar. Posso pôr-me enfim ao seu nível e dar o meu contributo para a hipótese de termos de despedir o engenheiro do penta, caso levemos, já no sábado, em Paris, uma cabazada das antigas dos austríacos – que vão ter de se esfarrapar todos depois da derrota com a Hungria. É que...

Tudo em grande forma e eu de pé atrás

T

Sexa, o Presidente, deu conhecimento aos portugueses de que os jogadores da Seleção estão “em grande forma”, repetindo assim a garantia ouvida da boca de Sexa, o primeiro-ministro, de que Cristiano está “em grande forma”. Por mim, nada de dúvidas. Porque as declarações dos principais responsáveis políticos do País, assentando na fé, trazem a chancela de dois por vezes irritantes conhecedores de...

Nuno, o reinventor

N

Sinto-me dividido quanto à contratação de Nuno Espírito Santo pelo FC Porto. Por um lado, alinho com a estranheza de alguns – e a falta de entusiasmo de quase todos – pela escolha de um técnico de currículo modesto, arrancado ao desemprego e ferido pela calamitosa passagem pelo Valencia, embora, verdade se diga, os seus sucessores não tenham feito melhor. E também pela velha teoria de que os...

Três estrelas

T

Nos últimos dias, tem estado na moda elogiar Nico Gaitán. Elogios justos, sem dúvida, para um jogador especial, desde logo pela forma como se apresenta, sem o corpo repleto de tatuagens e o cabelo com cortes à chunga, e depois pela estrutura do discurso e pela cabecinha – própria, atenta, preocupada e esclarecida. Causam-me menos admiração as exaltações do argentino a Jorge Jesus, agora que saiu...

Da Luz a Alvalade: da justiça ao regresso ao mapa

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Com mais dois pontos que o Sporting na hora de fazer as contas – o que significa que foi mais regular ao longo do campeonato – só podemos concluir que o Benfica é campeão nacional com toda a justiça. Pessoalmente, como é sabido, tanto se me dava, embora deva reconhecer que sinto alguma alegria por esta conquista encarnada, tendo em consideração um único ângulo de abordagem: o que respeita ao...

A única justiça nos títulos é a da soma de pontos

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Dedico as primeiras linhas desta crónica a Álvaro Arbeloa, símbolo do Real Madrid, e que vai deixar o clube depois de ter conseguido quase tudo no futebol: campeão de Espanha, campeão da Europa, campeão do Mundo e campeão europeu de clubes, vencedor da Supertaça europeia, da Taça do Rei, da Supertaça de Espanha e da Taça do Mundo de clubes. É muito? É, mas o que aprecio particularmente em Arbeloa...

Jogar ou não jogar contra o City: o dilema de Cristiano

J

A exemplo do que fez antes do jogo do Real Madrid com o City, em Manchester, a imprensa espanhola alimenta a certeza da presença de Cristiano Ronaldo na equipa merengue, na decisiva partida de quarta-feira, no Bernabéu. E para que não haja dúvidas quanto à gravidade da lesão de CR7, os média espanhóis confirmam o resultado da ressonância magnética: uma microrrotura de 1,5 cm, no bicípete femoral...

Peseiro, Jesus e o trio maravilha

P

Na escola, o professor faz uma pergunta de algibeira ao Tonecas: duas equipas de futebol defrontam-se, uma delas atira duas bolas aos ferros da baliza adversária e a outra não atira nenhuma; qual dessas equipas é treinada por José Peseiro? O menino sorri de alívio, essa ele sabe. Lamúrias. O certo é que se no remate de Herrera ao poste, logo no início do jogo, a bola tivesse entrado, os portistas...

A prepotenciazinha 42 anos depois

A

O 25 de abril de 1974, ao acabar com a PIDE, deu fortíssima machadada nos abusos de poder, tanto mais que impôs, em simultâneo, o regime democrático que defende as liberdades e dá garantias de igual tratamento aos cidadãos. Ao que os 42 anos de abril não conseguiram pôr fim foi à prepotenciazinha que dorme dentro de nós, mesmo contra a nossa vontade, nem à necessidade de afirmação sobre o outro...

Alexandre Pais

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