O êxito do “Alta definição”, na SIC, cuja fórmula permite a Daniel Oliveira o distanciamento que faz dos entrevistados os efetivos protagonistas, leva a que outros comunicadores se atrevam a tentar a sua sorte no género. Foi o caso de Fátima Lopes, cuja popularidade a TVI aproveitou para lançar “Conta-me como és”. A apresentadora, com o jeito peculiar que a distingue, criou uma espécie de clube...
Espuma dos dias
A pobre exibição da Seleção paira como um sonâmbulo que espera por segunda-feira voltado para o autocarro de Carlos Queiroz. A crise do Sporting voltou a dominar os debates, com o “happening” de ontem a tomar largas horas de transmissões televisivas. Infelizmente, os ânimos extremaram-se tanto que o apelo de Rogério Alves para se “abolir a linguagem bélica” caiu em saco roto e a violência anda no...
A pobreza das marchas populares na RTP
Foi o quarto programa mais visto de terça-feira, com 758 mil telespectadores – à frente de “Secret Story”, da TVI – e o segundo em “share”, a seguir à novela “A herdeira”, também da TVI. A transmissão das marchas populares deu à RTP um pico do “glamour” que há tanto tempo se foi. Um dos motivos dessa perda esteve, aliás, patente na noite de Sto. António, com a forma pouco imaginativa, para não...
É preciso muito estômago para ser polícia
Referi aqui, há uma semana, a absolvição da mulher que insultou agentes da PSP que o próprio tribunal reconheceu terem sido “ofendidos”. Há que ter em conta, é certo, a cultura de “brandos costumes” que leva a que os nossos polícias não recorram a métodos drásticos como os dos norte-americanos, que algemam os presumíveis delinquentes mal os abordam. Ou como os dos brasileiros – que podemos seguir...
A justiça que protege a javardice
A linguagem da mulher para os profissionais da PSP era injuriosa: “Vocês são uns palhaços, não valeis nada, ide-vos f…!” E não, não estava a ser interpelada pela polícia, já que foi a própria a dirigir-se ao posto de Massamá, às 6 da manhã, para apresentar duas queixas. Estaria ébria, mas sóbria que bastasse para acusar um taxista de a querer enganar e a seguir o companheiro, de a ter...
Excitações de Domingo – CM, maio 2018
A revolta de José Mota e a lei sobre a eutanásia
Boa parte das pessoas vive no seu mundo, considera-o mais importante que o dos outros e pensa cada vez menos nos grandes desafios que a todos ameaçam. Vem isto a propósito da destemperada manifestação de revolta do treinador do Aves, José Mota, pela suposta falha no protagonismo dado ao Desportivo, ao contrário do que aconteceu com o Sporting. Primeiro: a chegada à final e a conquista da Taça...
Só a GNR defendeu o Estado
Se não há bruxas, parece. Num ai, o Sporting foi atingido pelo ataque dos bárbaros a Alcochete e por indícios de corrupção desportiva que levaram à detenção do homem de mão do presidente. O que está por provar, sendo grave, não chega para ofuscar o que já aconteceu, que foi gravíssimo. E a mim, que não sou sportinguista, inquieta-me mais a derrota do Estado do que os problemas que o Sporting...
Que deputados queremos?
Um dos temas da semana noticiosa na TV foi a continuação da polémica relativa a subsídios e viagens dos deputados que residem longe da capital. Entendo que a questão não saia da agenda, pois a classe política está sob escrutínio severo. As pessoas fartaram-se de espertalhões e de gatunos, a inveja social segue em alta – fomentada pela cedência dos governos à demagogia – e a informação cavalga...
A propósito de Henrique Garcia: a máquina do tempo é cruel
Vivemos num país que valoriza pouco a experiência e sempre se entusiasma com a novidade e a presunção. Profissionais de cabelos brancos, que o Estado convida a seguir em ação, são postos de lado à primeira oportunidade por quem só depende de números e ignora a memória e a gratidão. Não defendo causa própria, pois reduzi a atividade na altura certa e sinto-me preparado para o inevitável dia em que...
