Seguia promissora a contestação ao Governo e à classe política – normalmente designados por ‘eles’ – quando surgiu Marcelo a estragar o embrulho. Interpretando as preocupações da população, alarmada com o aumento do custo de vida, os serviços noticiosos de televisão abusavam da recolha das ‘abalizadas’ opiniões de quem vai a passar – e que fala de tudo e de nada – e os comentadores assestavam...
Globos de Ouro, o milagre da televisão
Para muitos, a gala dos Globos de Ouro, da SIC, não passa de um insuportável exercício de pretensão e cabotinismo. Outros tantos, reféns do ‘glamour’ do desfile de ‘famosos’, deixam-se levar pela magia do que julgam ser vidas de sonho – às vezes sem dinheiro para pagar as contas no fim do mês… É o grande milagre da televisão. Sim, é verdade que a maior parte daquelas roupas são emprestadas...
Manuel Pizarro, o novo mártir
Antes de a ministra Ana Abrunhosa fazer prova de vida, a comunicação social hesitava: qual a escolha certa para substituir Cabrita no martírio? Costa Silva seguia na frente quando Manuel Pizarro nos caiu na sopa. Ignorante, não sonhava que o agora titular da Saúde fosse médico, nem me lembrei sequer da sua condição de eurodeputado. Via-o ainda no Porto, à porta de Rui Moreira, na espera eterna...
Gritaria e ilusão
Quando Marcelo diz que o Governo devia antecipar a previsão dos tempos difíceis que 2023 trará, deixa a nu o ‘otimismo’ de Costa, esse propagador de boas notícias. É que talvez a antevisão do que nos espera travasse, por exemplo, a demagogia barata em torno da atualização das pensões. O excesso de gritaria na TV é, de facto, consequência da anestesia crónica dos portugueses, que desfrutam do fim...
Ainda há ‘juízes em Berlim’
Se o Ministério Público não recorrer da absolvição, terminou o pesadelo do comandante dos Bombeiros de Pedrógão Grande, a quem o Estado atribuiu, e a outros arguidos, a responsabilidade pela tragédia ocorrida a 17 de junho de 2017 – quando centenas de “fenómenos climáticos extremos” varreram o país – com a morte de dezenas de pessoas na EN 236-1. Não, na verdade não terá terminado, pois o...
Até António Costa canta o ‘God save the Queen’
Fustigado à direita e à esquerda, criticado por sindicatos e patrões, alvo dos inquéritos hipocondríacos de rua e dos desvairados das redes sociais, António Costa foi salvo da metralha pela morte de Isabel II. É que, com exceção da CMTV, todos os outros canais, generalistas incluídos, assentaram arraiais junto aos basbaques plantados frente ao palácio de Buckingham, dando-nos conta, não de...
Marta trabalhou muito enquanto o país dormia
Resisti ao primeiro impulso e não integrei o grupo dos que aderiram ao ‘obrigado, Marta Temido’ e que procurou compensar a chuva de comentários negativos. E resisti por entender que tendo embora suportado com estoicismo o peso da liderança do combate a um vírus desconhecido e letal, Temido cumpriu apenas o seu dever. Os maus ministros é que falham no trabalho que aceitaram, sem noção – eles e...
Pessoas ‘normais’, essa praga
Se a polícia obriga a sair da água elementos de uma etnia que se banhavam, totalmente vestidos, numa piscina municipal – como há dias sucedeu em Santarém – logo surge um coro de indignados a acusar a PSP de atentar contra os direitos das minorias. Até dá a ideia que somos campeões na luta pela integração e não uma caixa de ressonância de ataque permanente aos que têm por missão fazer cumprir a...
Rua e Fanny são alvos das ratazanas das redes
Como só utilizo regularmente uma rede social, tive de pedir ‘reforços’ para confirmar aquilo de que já desconfiava: em matéria de televisão, Rúben Rua e Fanny Rodrigues são as maiores vítimas da perseguição dos ‘haters’, essas ratazanas da net. Percebo os que não gostam de Rua: de facto, não nasceu para os papéis que lhe deram. E só uma ‘proteção’ que vai contra o negócio permite que a sua...
Vergonha na esplanada de Guimarães
Não podiam ser mais degradantes as imagens que a meio da semana nos mostraram uma horda de trogloditas a ‘varrer’ os indefesos clientes de uma esplanada de Guimarães. Custa a entender que o governo de um partido que defende tanto a descentralização não cuide da segurança nas cidades do interior com afã idêntico ao utilizado em Lisboa e no Porto – e mesmo aí, tem dias. Como é possível que...
