Alexandre Pais

TagAntena paranoica

Figueira da Foz

F

Estou de férias e não vejo TV, pelo que opto por uma reflexão sobre a nossa vida política, atividade condicionada pela capacidade – ou ausência dela – com que os protagonistas tentam dominar o monstro que é a televisão, que projeta uns e remete outros para o armário dos fracassos. A forma como António Costa desfila pelos palcos nacionais e estrangeiros, o à vontade com que enfrenta as câmaras e o...

O martírio da TVI não acaba

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O falhanço de “Like me” e a falta de um plano B obrigou a TVI a novo remendo na programação, “esticando” para quase quatro horas (!) o “A tarde é sua”. E faz pena ver o esforço de Fátima Lopes para conseguir tirar alguma coisa de um pastelão que se arrasta penosamente – registou, na última terça-feira, um “share” baixíssimo: 8,6%, com uma audiência média de 195 mil espetadores. Não há muito, a...

Tivesse Rui Rio esse dom…

T

Durante décadas, veremos como será em outubro, o sucesso do PSD resultou muito de um fator cultural: a sua ligação às nossas raízes. Porque mesmo vivendo nas grandes cidades, haverá poucos portugueses cujas origens, recentes ou mais remotas, não estejam no interior do país, naquilo a que noutros tempos se designava por “província”. É dessa associação ao Portugal profundo, ao cheiro da terra, que...

Golpe de talento e algum amadorismo

G

No episódio inicial de “Golpe de sorte”, na SIC, temi o pior, quando, no espaço de carga de uma camioneta, uma mulher deu à luz, de pernas voltadas para a parte aberta da caixa e para quem assistia na rua… As realizações portuguesas sofrem dessa pecha: adaptam o que deviam ser exigências à comodidade da produção, em vez de procurarem reduzir ao mínimo as situações inverosímeis. Outro...

Ruben Rua: a "capacidade zero" de José Castelo Branco

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De vez em quando, a RTP brinda-nos com momentos de felicidade. Como aconteceu na quarta-feira, com o “direto” do Portugal-Suíça, que levou o canal do Estado à liderança do dia, graças ao “empurrão” de uma audiência média de 2,3 milhões de espectadores e um share de 52,9%, que atingiu os 59,3% após Cristiano Ronaldo ter marcado o segundo golo – e logo o terceiro. Além de permitir acompanhar mais...

Ruben Rua: a “capacidade zero” de José Castelo Branco

R

De vez em quando, a RTP brinda-nos com momentos de felicidade. Como aconteceu na quarta-feira, com o “direto” do Portugal-Suíça, que levou o canal do Estado à liderança do dia, graças ao “empurrão” de uma audiência média de 2,3 milhões de espectadores e um share de 52,9%, que atingiu os 59,3% após Cristiano Ronaldo ter marcado o segundo golo – e logo o terceiro. Além de permitir acompanhar mais...

Votaram mais: não vale fazer batota

V

Na noite eleitoral e tomando as dores coletivas, repórteres e comentadores encheram os espaços televisivos sublinhando a elevada abstenção e o seu aumento em relação às “europeias” de 2014. E finou-se o serão sem que se explicasse a lógica da coisa: o “recenseamento” de cerca de 1,2 milhões de emigrantes – a juntar aos 245 mil de há cinco anos – que ligam tanto a eleições como às probabilidades...

O "especial" de Cristina Ferreira e o toque de Midas

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Ao longo da vida, fartei-me de ver como acabaram aqueles que se julgavam dotados do toque de Midas e que menosprezaram o poder do talento e do trabalho na obtenção de resultados. Lembrei-me desses iluminados a propósito de uma edição “especial” do programa “Cristina”, da SIC, no período anterior aos telejornais. É que a popularidade da apresentadora talvez não bastasse para que as audiências...

O “especial” de Cristina Ferreira e o toque de Midas

O

Ao longo da vida, fartei-me de ver como acabaram aqueles que se julgavam dotados do toque de Midas e que menosprezaram o poder do talento e do trabalho na obtenção de resultados. Lembrei-me desses iluminados a propósito de uma edição “especial” do programa “Cristina”, da SIC, no período anterior aos telejornais. É que a popularidade da apresentadora talvez não bastasse para que as audiências...

Paulo Futre, uma referência

P

Não dedicarei hoje esta coluna a um programa. Refiro apenas o “Liga d’Ouro”, da CMTV, em que José Manuel Freitas normalmente “enfrenta” – com a reconhecida competência – essa personalidade extraordinária que é Paulo Futre. Génio da bola e “globetrotter” do futebol – jogou em Espanha, França, Itália, Inglaterra e Japão – nem entre nós foi fiel a um emblema, pois vestiu a camisola dos três...

Alexandre Pais

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