Alexandre Pais

Cristiano Ronaldo e a música de violino

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Ao não pôr fim, após o Mundial, a uma carreira única na Seleção, Cristiano Ronaldo permitiu que mais badamecos se atarefassem em denegrir o que não pode ser denegrido: a sua imagem como um dos melhores futebolistas da história. E para mim – que vi jogar Pelé, Di Stéfano, Maradona e Cruyff – o melhor.

Não foi por vontade da família e dos amigos que ele se manteve na Seleção, mas pelo desejo de servir o país através do futebol. E por ter lugar entre duas dezenas de selecionáveis, claro. O seu erro foi ter ouvido Pedro Proença e Jorge Jesus – que o incentivaram com música de violino. O primeiro por medo da perda de receitas, o segundo para aproveitar o ombro da lenda e ficar também na fotografia.

Acontece que Jesus não cumpriu o que prometeu – e percebe-se, aquela segunda parte na Noruega não era para CR7. Mas dormindo no mesmo hotel e podendo ter matado o problema nessa noite, JJ demorou 2-dias-2 para se justificar ao amigo que antes beijava. E foi depois pavonear-se perante os jornalistas em êxtase. Cavou a trincheira e escolheu o lado que nem sequer é o seu – o dos medíocres e invejosos.

Antena paranoica, CM e cm.pt, 3outubro26

Por Alexandre Pais
Alexandre Pais

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