Alexandre Pais

AutorAlexandre Pais

Partiu um gigante

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Sempre que morre um ator de méritos firmados não é só o espetáculo que fica mais pobre, mas um pedaço da vida daqueles que seguem e se emocionam com a representação, que desaparece também. Isso sente-se ainda mais quando deixa o mundo dos vivos um monstro dos palcos – que a televisão popularizou – como Camilo de Oliveira. Por seis décadas – já venho de longe – acompanhei a sua carreira. Em 1956...

Viva o chauvinismo francês!

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Cristiano Ronaldo voltou a assombrar o mundo do futebol com o seu último feito: o golo à “Air Jordan” que marcou a Gales. De Espanha, garante-se que a contratação de André Gomes é uma prioridade do Real Madrid. Renato Sanches já é jogador do Bayern de Munique, Raphael Guerreiro do Borussia de Dortmund e Nani do Valencia. A época de Pepe e as suas exibições no Europeu confirmaram que é...

A jogar assim, da final não passamos

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Começámos mal, ainda mais pessimistas do que estamos hoje, porque após o empate com a Islândia só ouvíamos, sobre o ombro, o porta-voz da nossa costela de velhos do Restelo: ná, a jogar assim, da fase de grupos não passamos… Lâmpada. Passámos, com mais dois empates e uma sorte dos diabos – e afortunadamente em terceiros do grupo – graças ao facto de Cristiano, vendo o País a arder e o...

Maria Leonor, a mulher que faltava aqui

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A propósito do 86.º aniversário de Maria de Lourdes Modesto – ícone da culinária e da televisão portuguesa dos anos 50 e 60 – assinalado há dias pela RTP, recordei o breve contacto que mantivemos, promovido por Maria Leonor. E reparei que em mais de 100 páginas desta secção da SÁBADO ainda não me tinha referido a uma das maiores profissionais, para não dizer a maior, com quem tive o privilégio de...

Um jogador enorme e um pequeno homem

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Escrevo esta crónica na manhã de sábado, antes do jogo que nos opôs à Croácia e sem saber, portanto, se na quinta-feira estaremos nos “quartos”. Faço-o porque indo referir-me a Cristiano Ronaldo não quero ver ampliado o tom crítico deste texto caso CR tenha voltado a ser o pior jogador do Mundo para certa gente, nem sentir-me tentado a poupá-lo por ele ter sido, para quase todos os portugueses, o...

Renato Sanchez e o fantasma de Fernando Santos

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A fé de Fernando Santos é mesmo para levar a sério. Portugal voltou a jogar para empatar e acabou dominado pela superior qualidade da Croácia – com Vida a errar de cabeça por centímetros e com Kalinic (ou Perisic?) a atirar ao poste… Mas eis se não quando um quarteto de génios da bola resolve a passagem aos “quartos”, fugindo a uma maléfica recordação que nada prometia de venturoso: a da...

A televisão do absurdo

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Em 2015, vi no cabo, na Fox, quase toda a temporada inicial de “CSI: Cyber”, um fiasco que chegou aos 31 episódios, nos Estados Unidos, mas que a CBS cancelou. Estranhamente, a SIC transmitiu na passada segunda-feira – 14 meses depois da Fox – o primeiro episódio, e colocou no ecrã a palavra “estreia”. Se para o ano a série for repetida na SIC Mulher, o episódio n.º 1 voltará a ser uma estreia...

Uma manhã que chegou cedo de mais

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Ao ver agora Jaime Antunes como comentador da CMTV, recordei aquele maio de 1997 – estava eu no Tal&Qual – em que a jornalista Cristina Arvelos me recomendou à administração do Manhã Popular, desesperada pelo falhanço do projecto daquele diário, que tinha sido lançado havia seis ou sete semanas. O convite inicial, de Jaime Antunes, foi para chefe de redacção, mas o administrador António...

Deixar roubar, deixar recapitalizar

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O homem perdeu a cabeça ao ver Marcelo Rebelo de Sousa à frente e, percebendo que tinha ali o tempo de antena de uma vida, gritou: “Não os deixe roubar, senhor Presidente!” Tentaram acalmá-lo mas ele queria sublinhar a revolta aos berros e repetia: “Não os deixe roubar, não os deixe roubar!” Este episódio de há uma semana, quando o PR esteve em Espinho, diz quase tudo sobre o estado a que...

Sou o que vem das Salésias ou o Guardiola caseiro que não gosta de velhos

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Tremo antes de começar a perorar, estou como a Seleção, com a confiança abalada. Um remate de fora da área, que passa pelo buraco da agulha e entra na baliza, e depois mais dois golos quase iguais – de um jogador que só tem um pé – e ambos na sequência de ressaltos, são azares em excesso. Já eu não me queixo de falta de sorte, mas apenas de um remoque do “Guardiola” dos comentadores intestinos...

Alexandre Pais

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