Cedo se viu que a habitação era um pretexto. Tomada por um mal-estar social inegável, a malta muito de esquerda resolveu, de forma ‘espontânea organizada’, sair à rua. Por companhia, aceitou agitadores estrangeiros, infiltrados com outras agendas, ganzados e simples idiotas úteis. Desse caldo resultou a queda da bandeira da causa justa e a provocação às autoridades – porque a violência, legitima ou ilegítima, é um isco para as televisões. Afinal, um cavernícola sai de casa para armar confusão seja onde for e uma ‘manif’ vem sempre a calhar.
Daí que um ajuntamento de idealistas e de perturbados a precisar de válvula de escape não me incomode – é deixá-los na festa enquanto não quiserem imitar Paris. O que me chateia é ver díscolos de cara tapada a vandalizar monumentos e a insultar polícias, e a não serem de imediato detidos. Onde andam os agentes à paisana?
E a propósito de perturbados, leio um ‘post’ da SIC Notícias na rede social X: “A Assembleia Popular do acampamento aprovou um conjunto de propostas para a reorganização do espaço público”. É que os chalupas são como os chapéus: há muitos.
Antena paranoica, Correio da Manhã e cm.pt, 24outubro26

