Comecei a ir à bola com o meu pai no início da década de 50 (ai, ai…), dei uns toques entre os 5 e os 55 anos, iniciei a atividade jornalística a trabalhar nos estádios, fiz comentários na rádio e na televisão, dirigi três jornais desportivos e terminarei o percurso profissional a escrever sobre futebol. Tudo isto para dizer que devo a minha vida aos maluquinhos como eu que não podem passar sem o...
Manuel Luís Goucha, a defesa de Gonçalo e a lei da selva
Ao longo dos anos tenho aqui sublinhado a minha antipatia pelos programas que exploram os sentimentos das crianças e, em boa parte dos casos, lhes abrem perspetivas irrealistas ou as traumatizam. Mas reconheço que uma boa escolha de quem as acompanha – como acontece com “MasterChef Júnior” – não só minimiza o drama das desilusões, como contribui para uma boa formação dos miúdos. No episódio do...
Coração d'Ouro, atores de lata
A novela “Coração d’Ouro”, da SIC, disputa à da TVI, “A Única Mulher”, a liderança das audiências. E mesmo perdendo, seja por 30 mil ou por 250 mil espectadores, lá vai dando luta graças a dois trunfos poderosos: o guião, em que encontramos alguma originalidade no mundo já batido das novas histórias de cordel, e o talento, enorme, de Rita Blanco. A intérprete de “A Gaiola Dourada” integra um...
Coração d’Ouro, atores de lata
A novela “Coração d’Ouro”, da SIC, disputa à da TVI, “A Única Mulher”, a liderança das audiências. E mesmo perdendo, seja por 30 mil ou por 250 mil espectadores, lá vai dando luta graças a dois trunfos poderosos: o guião, em que encontramos alguma originalidade no mundo já batido das novas histórias de cordel, e o talento, enorme, de Rita Blanco. A intérprete de “A Gaiola Dourada” integra um...
"E se fosse consigo?" é mesmo connosco
Quando a imaginação falha ou o interesse do público arrefece, uma rubrica de apanhados, repetida ou apresentada de forma supostamente original, funciona. Gostamos de ver os outros a fazer de palhaços, quem sabe se para nos convencermos de que não estamos sozinhos. O mérito de “E se fosse consigo?”, da SIC, vai muito para além da simples captação de audiências, embora os resultados sejam bons:...
“E se fosse consigo?” é mesmo connosco
Quando a imaginação falha ou o interesse do público arrefece, uma rubrica de apanhados, repetida ou apresentada de forma supostamente original, funciona. Gostamos de ver os outros a fazer de palhaços, quem sabe se para nos convencermos de que não estamos sozinhos. O mérito de “E se fosse consigo?”, da SIC, vai muito para além da simples captação de audiências, embora os resultados sejam bons:...
Senadores da economia prestam serviço público
Acho que não é dos anos, é mesmo do meu ADN: sou desconfiado, ponto. Talvez por isso, raramente perca um debate televisivo em que o tema seja a economia, em especial quando os participantes dão garantias de conhecimento, isenção e credibilidade – o que nem sempre acontece, há por aí muito artista engajado. E como a situação económica do país todos os dias me levanta dúvidas, mal se trate de...
TV generalista tem de repensar o modelo de negócio
Esgota-se o formato dos programas da tarde voltados apenas para a caça às chamadas de valor acrescentado. E ficam assim ameaçados os penosos desfiles de cantores, uns populares e outros só conhecidos das primas, já que antes de nos aparecerem em casa – dada a necessidade dos canais de variarem a oferta durante tantas horas de emissão – só elas sabiam da sua existência. Das letras às vozes...
O ignorante atrevido que quer ir para a TVI
Passaram já uns dias sobre um caso curioso que quero ainda partilhar com o leitor. Numa tarde deste abril, aproveitei a ausência de Fátima Lopes para acompanhar “A tarde é sua”, na TVI, e apreciar o desempenho da competente Iva Domingues, que só não alcança o patamar da titular do programa pela sua incapacidade para tratar os convidados de forma maternalista, como se eles fossem atrasados mentais...
Gente estúpida
Dizia Albert Einstein, que há apenas duas coisas infinitas, o Universo e a estupidez humana, e que só quanto à primeira não tinha ainda a certeza absoluta. Eu acrescentaria que a estupidez é como a morte, não podem ser vencidas, pelo que brincar com ambas é o que nos resta. Num “Preço Certo” desta semana vi o que julgava impossível: Fernando Mendes a sair do sério e a convidar um espectador, que...
